O que é o SEEG?


O Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG) é uma iniciativa do Observatório do Clima que compreende a produção de estimativas anuais das emissões de gases de efeito estufa (GEE) no Brasil, documentos analíticos sobre a evolução das emissões e um portal na internet para disponibilização de forma simples e clara dos métodos e dados do sistema.

REFERÊNCIA METODOLÓGICA

As Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa são geradas segundo as diretrizes do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), com base na metodologia dos Inventários Brasileiros de Emissões e Remoções Antrópicas de Gases do Efeito Estufa, elaborado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e em dados obtidos junto a relatórios governamentais, institutos, centros de pesquisa, entidades setoriais e organizações não governamentais.

A metodologia do SEEG foi publicada na revista científica NATURE em 2018. Para acessar a metodologia completa acesse aqui.

ESCOPO

São avaliados todos os cinco setores que são fontes de emissões – Agropecuária, Energia, Mudanças de Uso da Terra, Processos Industriais e Resíduos com o mesmo grau de detalhamento contido nos inventários de emissões. Os dados disponibilizados na Coleção 8 do SEEG constituem uma série que cobre o período de 1970 até 2019, exceto para o setor de Mudança de Uso da Terra que tem a série de 1990 a 2019. O período anterior a 1990 não é coberto pelos inventários de emissões. Os dados do SEEG são também apresentados de forma alocada pelos 26 Estados e o Distrito Federal. Em 2019 a alocação dos dados chegou a 95,2% (apenas 4,8% das emissões não puderam ser alocadas em algum estado).

Os dados incluem emissões e remoções de GEE e disponibilizados para consulta também os dados de Bunker (emissões por transporte internacional marítimo e aéreo).

Nas Coleções SEEG 6 e 7 foi incluído o primeiro experimento de alocação das emissões no nível municipal para todos os mais de 600 municípios do Estado de São Paulo cobrindo o período de 2007 a 2015. Na coleção SEEG 8 os dados municipais de SP em formato beta foram descontinuados para dar lugar ao SEEG Cidades a ser lançado em breve com dados para todos os municípios brasileiros.

GASES CONSIDERADOS

O SEEG considera todos os gases de efeito estufa contidos no inventário nacional como CO2, CH4, N2O e os HFCs e os dados são apresentados também em carbono equivalente (CO2e), tanto na métrica GWP (potencial de aquecimento global) como GTP (potencial de mudança de temperatura global) e segundo os fatores de conversão estabelecidos no 2o, 4o e 5o relatório do IPCC (AR2, AR4 e AR5). A partir da Coleção 5 o padrão da plataforma passou a ser apresentar por padrão os dados nos fatores de conversão GWP AR5, o mais recente e atualizado (e também o fator utilizado na NDC brasileira) porém todas as outras modalidades continuam disponíveis para consulta na plataforma (Ex. CO2e GWP AR2).

EMISSÕES E REMOÇÕES NÃO CONSIDERADAS NO INVENTÁRIO (NCI)

Adicionalmente, a partir da Coleção 4 do SEEG foi incluído, de forma experimental, estimativa de emissões e remoções de carbono no solo devido as práticas agrícolas. Estas emissões e remoções não estão contempladas nos inventários nacionais do Brasil (NCI), mas são parte importante da conta atingir a meta do Brasil no Acordo de Paris (INDC).

NOVO MÉTODO DE ESTIMATIVA DE EMISSÕES PARA MUDANÇAS DE USO DA TERRA

Na coleção 8.0 do SEEG foi implementado a aplicação do método de matrizes de transição de uso do solo para calcular as emissões e remoções por mudanças de uso de solo e florestas. A base de dados para as matrizes de transição são os mapas anuais de cobertura e uso do solo produzidos pelo MapBiomas. Também foram mantidos como alternativa de dado as estimativas de emissões com base no desmatamento como proxy (Emissões e Remoções Proxy).

PLATAFORMA DE DADOS

Todos os dados do SEEG são disponibilizados em plataforma digital, onde pode-se consultar os dados diretamente, assim como também obter por download a base de dados completa, com mais de 5 milhões de registros, já preparada para consultas com tabelas dinâmicas. Os principais dados de atividade utilizado nos cálculos também são disponibilizados através da plataforma onde também é possível acessar infográficos sobre as emissões de cada setor, notas metodológicas que explicam detalhadamente como o levantamento e produção de dados são realizados e uma avaliação da qualidade dos dados.

OUTROS PAÍSES

A partir de 2014 o SEEG passou a ser adotado por coletivos de outros países. O primeiro SEEG implementado fora do Brasil foi o Peru e o segundo na Índia. O SEEG Global pode ser acessado pelo endereço: http://seeg.world/ .