O que é o SEEG

O Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG) é uma iniciativa do Observatório do Clima que compreende a produção de estimativas anuais das emissões de gases de efeito estufa (GEE) no Brasil, documentos analíticos sobre a evolução das emissões e um portal na internet para disponibilização de forma simples e clara dos métodos e dados do sistema.

As Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa são geradas segundo as diretrizes do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), com base nos dados dos Inventários Brasileiros de Emissões e Remoções Antrópicas de Gases do Efeito Estufa, elaborado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e em dados obtidos junto a relatórios governamentais, institutos, centros de pesquisa, entidades setoriais e organizações não governamentais.

São avaliados todos os cinco setores que são fontes de emissões – Agropecuária, Energia, Mudanças de Uso da Terra, Processos Industriais e Resíduos com o mesmo grau de detalhamento contido nos inventários de emissões. Os dados disponibilizados na Coleção 5 do SEEG constituem uma série que cobre o período de 1970 até 2016, exceto para o setor de Mudança de Uso da Terra que tem a série de 1990 a 2016. O período anterior a 1990 não é coberto pelos inventários de emissões. Os dados do SEEG são também apresentados de forma alocada pelos 26 Estados e o Distrito Federal. Em 2016 a alocação dos dados chegou a 96% (apenas 4% das emissões não puderam ser alocadas em algum estado).

O SEEG considera todos os gases de efeito estufa contidos no inventário nacional como CO2, CH4, N2O e os HFCs e os dados são apresentados também em carbono equivalente (CO2e), tanto na métrica GWP (potencial de aquecimento global) como GTP (potencial de mudança de temperatura global) e segundo os fatores de conversão estabelecidos no 2o, 4o e 5o relatório do IPCC (AR2, AR4 e AR5). A partir da Coleção 5 o padrão da plataforma passou a ser apresentar por padrão os dados nos fatores de conversão IPCC AR5, o mais recente e atualizado (e também o fator utilizado na NDC brasileira) porém todas as outras modalidades continuam disponíveis para consulta na plataforma (Ex. CO2e GWP AR2).

Os dados incluem emissões e remoções de GEE e disponibilizados para consulta também os dados de Bunker (emissões por transporte internacional marítimo e aéreo).

Adicionalmente, a partir da Coleção 4 do SEEG foi incluído, de forma experimental, estimativa de emissões e remoções de carbono no solo devido as práticas agrícolas. Estas emissões e remoções não estão contempladas nos inventários nacionais do Brasil (NCI), mas são parte importante da conta atingir a meta do Brasil no Acordo de Paris (INDC).

Todos os dados do SEEG são disponibilizados em plataforma digital, onde pode-se consultar os dados diretamente, assim como também obter por download a base de dados completa, com mais de 3,3 milhões de registros, já preparada para consultas com tabelas dinâmicas. Os principais de dados de atividade utilizado nos cálculos também são disponibilizados através da plataforma onde também é possível acessar infográficos sobre as emissões de cada setor, notas metodológicas que explicam detalhadamente como o levantamento e produção de dados são realizados e uma avaliação da qualidade dos dados.

A partir de 2014 o SEEG passou a ser adotado por coletivos de outros países. O primeiro SEEG implementado fora do Brasil foi o Peru e o segundo na Índia. O SEEG Global pode ser acessado pelo endereço: http://seeg.world.